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Posts Tagged ‘barcas’

Mudanças no contrato da concessionária Barcas SA já publicadas no Diário Oficial proporcionaram, à empresa, isenção de pagamento de ICMS sobre o preço das tarifas. O aumento da receita é da ordem de R$ 3 milhões por ano.

Com um sistema de transporte aquém das necessidades do bairro, os moradores da Ilha do Governador reclamam melhorias e investimentos no serviço Praça XV-Cocotá. As barcas que operam neste percurso saem com atraso e são muito velhas o que resulta numa viagem que pode ultrapassar uma hora.

Segundo usuários, todas as embaracações estão muito velhas. Mas a Boa Viagem não está mais em condições de funcionar. Este ano, em função de problemas de superaquecimento, a barca foi obrigada a retornar ao terminal de Cocotá lotada de passageiros. O alto valor da tarifa, que custa R$ 3,40, é outro motivo de queixa.

Para piorar, as barcas não circulam nos fins de semana. As linhas de ônibus não suprem a demanda da população local e não há também previsão de construção da estação do Metrô no bairro, uma promessa desde os jogos Panamericanos. O governo do estado optou por extender o Metrô à Barra da Tijuca e construir a linha Botafogo Pavuna.

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Não bastasse a superlotação e os incidentes com barcas que param no meio da Baía de Guanabara, deixando os passageiros à deriva, o governo estadual anunciou, para o dia 26 de abril, a suspensão do funcionamento das barcas que fazem a travessia Rio-Niterói de madrugada. Os usuários estão revoltados.

O pior é que a Agetransp (Agência Reguladora de Transportes do estado) considera a medida válida. Uma mudança no contrato da Barcas S/A, que já foi publicada no Diário Oficial, derruba a determinação da Justiça que garantia as partidas após a meia-noite. Caiu o termo aditivo que tornava obrigatória a circulação entre 24h e 5h e forçou a concessionária a reativar, no ano passado, as saídas neste intervalo. A Barcas S/A ganhou sinal verde para alterar horários de funcionamento.

Curiosamente, a empresa ainda conseguiu, neste novo acordo contratual, isenção de pagamento, ao estado, de ICMS sobre o preço das tarifas. Isso incorrerá em aumento de receita na ordem de 3 milhões por ano. Mais dinheiro, menos serviço?

Opine: você concorda com a suspensão das barcas na madrugada? Você aprova a isenção na cobrança de ICMS à concessionária?

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” A poucos metros de atravessar a roleta, o trânsito se interrompe: foi atingida a lotação. Mais alguns minutos, nova leva da boiada humana atravessa a porteira para o saguão. O clima fervente de indignação ao descaso com a qualidade oferecida pela empresa Barcas S.A explode na discussão entre uma senhorinha e os seguranças da empresa. Ela está irritadíssima, e os que estão próximos a aplaudem.

A próxima barca está marcada para as 18h25m. Quando o relógio do saguão chega ao horário e os portões de acesso não se abrem, a revolta se instaura. Durante os próximos minutos, espremidos entre si sob calor extremo, os pagantes começam a exigir o acesso às barcas. Os mais exaltados avançam aos portões de vidro e começam a esmurrá-los, gritando com os funcionários.

Às vozes da exaltação , até então jovens e graves, são acrescidos tons femininos. Os idosos e as idosas reforçam o coro. Todos reclamam do mau-atendimento”.

O relato do jovem Vítor, extraído do blog Centro de Mídia Independente, dá a exata medida da situação revoltante a que vem sendo submetidos os usuários da Barcas S.A., mesma empresa que controla o grupo da Viação 1001 e a Ponte Rio-Niterói. E a montanha de reclamações só faz crescer. Em entrevista ao jornal “O Globo” , Igor Rios foi taxativo: “pago diariamente R$8 pelo percurso Charitas-Praça XV. Ida e volta saem por R$ 16. Bem caro, né? Mas a qualidade não equivale ao preço”.

Privatizada em 1998, as barcas vem operando com um sem número de problemas que vão desde de acidentes a filas quilométricas e intervalos muito longos que impõe esperas de até 40 minutos. O reflexo desta desordem resultou em tumulto generalizado no mês de abril, quando a espera foi tamanha que houve invasão da estação com ataques a bilheterias e quebra-quebra. Cansados de reclamar, os usuários não se contiveram.

Com movimento diário de 65 mil passageiros, a Barcas S.A. parece que chegou ao seu limite. “Nossa área é menor que a soma dos sanitários de Cumbica. Não precisa pensar muito. Nós estamos nos caos. Como embolar 10 mil pessoas numa área que equivale aos banheiros de lá?”, afirmou Flávio Almada, superintendente da empresa em entrevista ao jornal O Dia, referindo a capacidade máxima de pessoas por hora.

Dona do monopólio deste serviço, a empresa foi alvo de uma CPI instaurada na Assembléia Legislativa para investigar as causas dos acidentes ocorridos há dois anos atrás e analisar o contrato de concessão das barcas. No dia 18 de abril de 2007, 20 pessoas ficaram feridas quando a barca Gávea se chocou contra o cais da Praça XV. Era o sétimo acidente em um período de 30 dias.

Com aumentos de tarifa constantes e inexplicados, as Barcas S.A. são um dos piores modais do Rio de Janeiro. Depois do incidente em abril, o governador Sergio Cabral vetou reajustes e ainda anunciou a liberação de R$ 8 milhões para melhoria na qualidade de atendimento. Por enquanto, os usuários não notaram nenhuma diferença. E o péssimo serviço se estende também às barcas que fazem as travessias Rio-Paquetá e Angra dos Reis-Ilha Grande.

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Amanhã, dentro da série sobre Transportes, publicarei post sobre os ônibus.

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