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Não poderia ter sido mais mal planejada a Cidade da Música. Para além dos custos exorbitantes da construção de um espaço para concertos que foi fincado nas dunas da Barra da Tijuca, o megaprojeto do ex-prefeito Cesar Maia, ao contrário do que ele tanto apregoou, não será autosustentável. Ou seja, além de pagar a conta da obra que já consumiu R$ 439 milhões dos cofres públicos, o contribuinte ainda terá que arcar com parte das despesas do complexo.

Depois de duas tentativas frustradas de licitação com a intenção de passar às mãos da iniciativa privada a gestão da Cidade da Música, o ex-prefeito decidiu assumir, por decreto, sua administração que tem custo anual estimado em R$ 10 milhões.

O sonho ( e a crença) de Cesar era que a Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira adotasse o empreendimento mas faltou fôlego financeiro a OSB. A proposta desta instituição não atendia às regras do segundo edital de licitação, cujo preço mínimo estabelecido era de R$ 97 mil a ser pago com carência de 24 meses após a data da assinatura do contrato. Diga-se de passagem, foi a única instituição interessada no negócio.

Como a crônica de uma morte anunciada, a atual Prefeitura, depois de um estudo de viabilidade, anunciou que a Cidade da Música exige subsídios públicos e gestão mista. Mesmo com a exploração de espaços como cinemas e restaurantes, a iniciativa privada sozinha não conseguirá pagar a conta do novo equipamento cultural.

A CPI da Cidade da Música apontou irregularidades e problemas na execução da obra, orçada inicialmente em R$ 80 milhões. E ainda serão necessários investimentos de R$ 150 milhões para encerrá-la nos próximos 12 meses, concluiu uma auditoria da atual administração municipal. Não é de se espantar que exista uma ação judicial em curso, impetrada pelo Ministério Público estadual, incriminando Cesar Maia, secretários municipais e empreiteiras, e determinando ressarcimento, aos cofres públicos, de 1,035 bilhão.

E será que, por fim, todo este projeto megalômano e insensato se transformará no mais faraônico elefante branco da cidade?

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