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Posts Tagged ‘Rio Antigo’

Rio Antigo, toda sexta!

Rio antigo? Estas fotos de inundações são de 1940. Na sequência, Jardim Botânico, Praça da Bandeira e, a última, Rua Santa Luiza. A primeira enchente na cidade aconteceu em 1711. Cem anos depois, uma tempestade que durou uma semana provocou desmoronamentos, no Morro do Castelo, e mortes. Remontam, desta época, os primeiros estudos sobre o impacto das chuvas sob as encostas. Convivendo há tanto tempo com este problema, não deveríamos mais ter registros de ruas alagadas no Rio atual. Até quando?

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Rio Antigo, toda sexta!

Esta foto, da década de 50, mostra imóveis antigos da Rua Frei Caneca e, em segundo plano, o prédio da Brahma. O governo do estado sancionou projeto de lei que anula o tombamento da construção, o que selará o desaparecimento de mais um prédio histórico. O plano do governo é que a área sirva para a ampliação do Sambódromo. O pior é que casarios antigos no entorno da fábrica também podem ser demolidos para que o projeto seja sacramentado.

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Esta semana, um incêndio destruiu parte do prédio da antiga Universidade do Brasil (atual UFRJ), no bairro da Urca, registrado nesta foto do início do século XX quando ainda existia a praia da Saudade e ninguém sonhava em ver espigões na área. O prédio, em estilo neoclássico, foi construído em 1852 para abrigar um hospício e só passou a ser campus universitário na década de 40. A bela Capela São Pedro de Alcântara foi totalmente destruída. A reitoria da universidade promete a sua reconstrução.

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Rio Antigo, toda sexta!


Sabe que morro é este atrás desta construção? O Chapéu Mangueira, no Leme, ainda com poucas casas, visto da Avenida Princesa Isabel. A favela ganhou este nome por conta de um outdoor que mostrava duas pessoas usando chapéus dobráveis, para guardar no bolso, da Fábrica de Chapéus Mangueira.

Os moradores atuais nutrem a expectativa de uma possível visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à comunidade, que serviu de locação para algumas cenas do filme “Orfeu Negro”, lançado em 1959. Quem nasceu e foi criado lá sabe que o morro tem muita história. A partir da década de 50, a missionária francesa Renée Delorme organizou mutirões e pregou a conscientização política, tornando-se uma das personagens do lugar. Na foto acima, uma panorâmica do bairro do Leme, de 1911, antes do surgimento do Chapéu Mangueira.

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